VENTO FORTE - PROSA E POESIA DE ALÉM (A)MAR) - ANDRÉA AGUIAR



Olá, leitores! Como estão? Sei que estou um pouco sumido, mas acabei de ficar de férias, portanto, me dedicarei ao máximo para deixar vocês bem atualizados. 

A resenha de hoje é um pouco diferente das convencionais, haja vista que, o livro à ser descrito é de uma das minhas professoras orientadoras. Sim, na odontologia também podemos ser escritores! Haha. 


           Andréa Aguiar


É um livro dedicado à natureza, ao mar, aos animais, as plantas e a tudo que é vivo. Há um diálogo com a voz do coração da autora, em que cada página desse livro foi construído e lapidado através de suas observações e experiências de sentimento e emoção.






Vento Forte foi escrito há um tempo atrás e foi publicado de forma independente, ou seja, a autora teve todo o trabalho de escrita, revisão e tudo mais. O que deixa o livro com um toque pessoal, o que me chama bastante atenção! 

Este livro é um sentimento em palavras e imagens. Sentimento de toda uma vida...

Confesso que não tenho o costume de ler poesias/prosas, afinal, meu tempo é bastante curto e acabo lendo os livros que mais tenho afinidade. Mas como foi bom sair da zona de conforto e ler algo diferente! É reconfortante. Ainda mais um livro que expressa tamanha riqueza em detalhes e sentimentos. Acredite, não me arrependi. 



A obra conta com 21 textos reunidos no decorrer de sua vida, que proporciona ao leitor, uma imagem do que se passa na cabeça da autora. Uma mistura de sentimentos, emoções e lembranças. Como não se emocionar ao mesmo tempo? Impossível. 

Além disso, como mencionado anteriormente, os textos são intercalados por imagens. De autoria da própria autora! O que me deixa fascinado, pois acredito eu, que cada texto está ligado à uma imagem do livro. Verdade seja dita, tudo na vida tem um significado, assim como os textos e imagens de Andréa. 




Alguns dos melhores trechos:

Nesta imensidão, eu me lançoComo se ao longe te encontrasse,Alcanço meu olhar no horizonteE me perco no deserto de nós dois.

Mais uma vez...Me pego pensando em tiSonhando e sentindoNossa emoção conjunta.

Meu olhar é como um farol... Lança-se em um espaço longíquo em busca de conduzi-lo para próximo de si; mira em um horizonte perdido entre o céu e o mar a fim de fundi-los em harmonia.





A escrita da autora se mostra bastante madura, mesmo sendo seu primeiro livro publicado. Ouvi falar que um segundo está por vir, será que é verdade? Espero que sim! A edição está impecável. As fotos trazem o desejo de visitar cada lugar mostrado. Os textos nos levam a sentir sensações nunca antes sentidas, afinal, cada livro nos proporciona emoções diferentes. E confie em mim, este, é carregado de coisas boas. 

Para adquirir o seu exemplar, basta clicar aqui.


SALVE-ME - RACHEL GIBSON











Tive minha primeira experiência com a autora lendo Loucamente Sua, e agora, tive a oportunidade de ler mais uma de suas obras, Salve-me.


Uma forte atração sexual e um romance nasce no cenário rude do Texas... Ele e ela voltam à cidade natal para recomeçar suas vidas. Mas, como? A atração sexual poderá ser mais forte que o amor? Ou este finalmente triunfará?

15 anos após se mudar de Lovett, no Texas, Mercedes Johanna Hollowell, mais conhecida como Sadie, está de volta. Por sorte, ficará apenas uma semana. Não por que queira, mas sim por ter sido convidada para ser dama de honra do casamento de uma prima que mora no interior. Sadie é o que podemos chamar de “solteirona”, tem 33 anos e nunca se casou, e isso, no Texas, é visto como algo terrível, por esse motivo as pessoas não param de incomodá-la. Sabem aquelas tias que em festas perguntam “e os namoradinhos?” então, pensem em uma cidade inteira de pessoas assim! Kkkk

Sempre dama de honra. Nunca a noiva. Era como todos a veriam. Todo mundo em sua família e todo mundo em sua cidade. Eles teriam pena dela, e ela detestava isso.

A caminho de sua antiga cidade, Sadie encontra um homem precisando de ajuda na estrada. Como boa texana que é, ela lhe oferece uma carona, já que ambos vão para o mesmo lugar. Vincent James Haven, ou apenas Vince, tem 36 anos, é ex-militar da marinha e está indo à Lovett para escutar uma proposta de uma tia, já que agora ele ocupa seu tempo procurando novos investimentos.



Eles se sentem atraídos um pelo outro logo de cara. E Sadie, por ter vivido em muitos lugares e ter conhecido diversos tipos de pessoas – principalmente homens – sabe reconhecer um homem que não queira compromisso, mas apenas uma boa noite de prazer. E esse, é exatamente o tipo de cara que Vince é. 

Ele não era um cara muito romântico, mas ela não estava procurando romance. Era uma ficada de uma noite, e ele havia lhe dado algo que ela não tinha por algum tempo.

Ocorrem alguns acontecimentos que fazem com que a estadia dos dois na cidade se prolongue, os aproximando ainda mais. Eles engatam em um relacionamento carnal, onde os sentimentos ficam de lado, esquecidos, e só se pensa no prazer. Mas, sabemos bem que isso quase nunca dá certo, não é mesmo? 

Ela e Vince Haven não eram nada além de amigos com benefícios. Era o que os dois queriam. Ela nunca tivera um amigo com benefícios antes. Havia tido namorados e alguns casos de uma noite. E realmente não sabia se podia chamar Vince de amigo. Gostava dele, mas, a esta altura, ele era mais um benefício do que um amigo, e a última coisa que queria era se apaixonar pelo seu amigo com benefícios. 



Há também outros assuntos que a autora trata paralelamente ao romance. Com Vince, descobrimos que algo aconteceu em seu passado como militar que o atormenta até hoje. Acompanhamos também a relação de Sadie com o seu pai. Aos cinco anos, ela perdeu sua mãe e foi criada pelo pai. Porém, sendo o típico velho roceiro que é, sempre foi muito frio, distante e rude. Sadie cresceu em meio a concursos de beleza e escolas de boas maneiras, onde colocavam muita pressão em cima dela por causa de sua mãe, que foi Miss Texas. 

Por anos, ela tentou viver de acordo com as expectativas de alguém. As da mãe. As do pai. As de uma cidade cheia de pessoas que esperavam que ela fosse uma garota simpática, charmosa e bem-comportada. Uma rainha da beleza. Alguém de quem eles pudessem se orgulhar, como sua mãe, ou a quem pudessem admirar, como seu pai, mas, no ensino médio, ela se cansou da difícil tarefa. Largou aquela carga e começou a ser apenas Sadie.

A edição lançada pela Editora Jardim dos Livros está impecável. A revisão, layout e diagramação muito bem feitos. Outro ponto positivo são as capas dos livros da Rachel, todas elas possuem esse mesmo formato, onde só aparecem as pernas das personagens. Fica muito bonito para colecionar. E o que falar das lombadas? Só eu que amo lombadas coloridas? Fica tão bonito na estante. Só amor por essa edição.



Este é um livro que por ser fininho e ter um desenvolvimento tão fluido pode ser lido em uma tarde. A narrativa é em terceira pessoa, o que normalmente me atrapalha um pouquinho em me conectar com os personagens, mas que, por incrível que pareça, não me incomodou em nada. Consegui me conectar com os personagens e torcer por eles. Se você está com a mente cansada e quer um livro leve, com personagens que não fazem drama e te tiram diversas gargalhadas, esse livro é perfeito para o momento.

“- Você me salvou, Vince Haven.
- Eu sempre vou salvar você.
- E eu vou salvar você também.
- Do quê?
- De você mesmo.”

Espero que tenham gostado! Até a próxima.  


CAÇANDO CARNEIROS - HARUKI MURAKAMI


Olá, leitores! Como estão? Mais uma resenha do nosso colaborador Danilo Rodrigues. Muita gente vinha pedindo Murakami aqui, pois pedido atendido! Espero que gostem da resenha.




Lançado originalmente no Japão em 1982, Caçando carneiros é o romance que tornou Haruki Murakami conhecido mundialmente. Permeado de mitologia e mistério, a obra é um thriller literário extraordinário. O protagonista do livro é um personagem, do qual não sabemos o nome, que leva uma vida tranquila trabalhando numa agência de publicidade, convivendo com a ex-mulher e alguns amigos — todos muito comuns, ou assim parece. Mas tudo muda depois que ele recebe uma carta misteriosa e conhece pessoas inesperadas: uma modelo de orelhas sedutoras, um grupo político de direita com um chefe enigmático e, por incrível que pareça, um homem-carneiro. Lançado em uma busca fantástica, ele terá que atravessar o Japão para encontrar o único carneiro que pode trazer novamente algum sentido ao seu cotidiano. Nessa jornada, nosso narrador se verá no lugar de um excêntrico detetive que, ao mesmo tempo em que esclarece pistas, descobre um pouco mais sobre si mesmo. Murakami é um autor que sabe contar histórias extraordinárias como ninguém. Ao mesclar situações banais a fatos inexplicáveis, ele faz com que o leitor mergulhe em seu universo e se deixe levar por suas narrativas oníricas.
De tanto ouvir falar (bem!) do escritor japonês mais pop do momento, resolvi experimentar a leitura de uma de suas obras. Indicações aqui, dicas ali, e ganhei de aniversário o “Caçando Carneiros”, livro de título intrigante e de capa lindíssima, publicado pela editora ALFAGUARA. 

O autor é japonês, mas vive atualmente nos Estados Unidos. Podemos dizer Haruki Murakami é um japonês “bem ocidentalizado”. Seu nome já foi citado diversas vezes para ser ganhador do prêmio Nobel de Literatura, mas isso ainda não aconteceu. Além de escritor, já traduziu para o japonês obras de Truman Capote e F. S. Fitzgerald. Ah, e ele é maratonista, e escreveu um livro chamado “Do que eu falo quando eu falo de corrida”, que conta como ele se tornou escritor e maratonista. 



Caçando Carneiros é um livro gostoso de ler. De cara dá para sentir que a leitura vai fluir. Murakami escreve bem. Não é daquele tipo de autor que enche a narrativa de informações e quase obriga o leitor a fazer anotações para não se perder na trama. Os poucos personagens que surgem ocupam todo o enredo, sem deixar espaço sobrando. 

A primeira parte do livro familiariza o leitor com o protagonista, um jovem de 30 anos que está levando uma vida tediosa e sem sentido. Toda a história é narrada em primeira pessoa, e a maioria dos personagens não tem nome, inclusive o narrador. 



O desenrolar da trama vai acontecendo de forma bem gradativa, e a expectativa de saber como vai ser o desfecho vai aumentando. É difícil contar algo da história sem entregar acontecimentos importantes, pois todos os fatos se relacionam de forma bem intensa. 

Um ponto a ser mencionado é a riqueza de detalhes na descrição dos cenários e lugares. O autor consegue retratar locais no imaginário do leitor sem deixar a leitura cansativa. Essa descrição ajuda a manter o suspense e ao mesmo tempo revela que Murakami sabe contar uma história de forma talentosa. 



O título revela o que acontece nas linhas do livro: uma caçada. Da metade do livro pra frente, o autor narra a busca do protagonista. O que ele está buscando? Bom, aí só lendo o livro pra descobrir. 


CAPAS PELO MUNDO #2 - PERCY JACKSON E OS OLIMPIANOS










Oi, galera! Como estão? Mais uma edição do Capas Pelo Mundo aqui no Falando em Livros. Se você não viu a primeira edição, mostramos as capas de Jurassic Park pelo mundo. Clique aqui para ver. Hoje traremos várias capas de Percy Jackson e Os Olimpianos. Espero que gostem!

BRASIL




Sou suspeito para comentar sobre as capas brasileiras, afinal, amo todas! Um ponto que sempre levo em conta, é se as capas retratam a história do livro. As brasileiras fazem isso com maestria. As novas edições são mais bonitas ainda, pois elas se juntam e formam uma imagem só. Já tenho as duas coleções e você?

ISRAEL


















Eu sinceramente não sei o que achar dessas capas. Poderia ter sido melhor explorado, vocês não acham? Mas dessas três, a minha favorita é a primeira!

ITÁLIA

















Essas capas estão maravilhosas! As cores utilizadas correspondem bastante com cada livro. Além disso, os objetos mais falados são retratados já na capa. Gostei muito dessas!

ALEMANHA















Essas ilustrações são bonitas, mas deu a entender que é um quadrinho e não um livro. Eu sei que o livro é infanto-juvenil, mas achei infantil demais. O que vocês acham? =)

FRANÇA
















Simplesmente adorei as duas primeiras capas, me lembra um pouco Harry Potter. Só não entendi porque mudaram a capa do terceiro livro, suspeito que as duas primeiras não fizeram sucesso ou os fãs reclamaram. Vai entender! Haha.

JAPÃO
















Caramba, como conseguiram estragar tanto as capas de Percy Jackson? Tudo aí é um erro! Desde o título, apertado e nada chamativo, até às ilustrações, que são bastante apagadas ao meu ver. Essas foram as piores capas desta seleção!

INGLATERRA
















Não sou fã destas, mas depois de ver as do Japão, todas as outras ficam "melhores", haha. Achei legal eles terem criado este "símbolo" que antecede cada título. Deixa a série mais organizada. Mas acredito que podiam explorar mais. Essas são capas ok, apenas ok.

GRÉCIA
















Essas me decepcionaram bastante também. Espera muitoooo mais! A primeira é bonita, mas o que é essa segunda? O Percy em pé em um lugar qualquer. Bem aleatório!!! A terceira não sei nem o que falar, eles não queriam chamar atenção, só pode, haha. Odiei a segunda e a terceira. Vocês também esperavam mais? 

RUSSIA
















Essas são "legais", mas achei-as um pouco exageradas. Mas eu compraria, com certeza. 

CHINA














Essas capas parecem as originais, mas sendo exploradas de um outro modo. Achei-as bastante fiéis também. 

Foi isso! Espero que tenham gostado da seleção e de conhecer mais as capas de Percy Jackson pelo mundo. As minhas capas preferidas são as do Brasil e Itália! E vocês? Quais acharam as mais bonitas? 


A RAINHA VERMELHA - VICTORIA AVEYARD











Olá, leitores!!! Como estão? Gostaria de apresentar a vocês a mais nova colaboradora do blog: BRUNA HELENA! o/ Essa é a primeira resenha dela de muitas que virão. Espero que gostem =)


O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.

“Uma sociedade dividida pelo sangue. Um jogo definido pelo poder.” 

Alcançando o 1° lugar na lista de Best-Sellers do New York Times, ganhando como Melhor Autor Estreante 2015 pelo Goodreads e os direitos cinematográficos comprados pela Universal (deverá ser produzido por Poya Shahbazian, a mesma de Divergente), Victoria Aveyard não decepcionou com sua obra de estreia. 





A junção de uma capa chamativa, uma sinopse intrigante e um marketing impecável fizeram com que “A Rainha Vermelha” ganhasse rapidamente espaço na maioria das estantes. 

A trama do livro gira em torno de uma sociedade distópica dividida pela cor de sangue. De um lado, temos os de sangue Prateado, que constituem a realeza e a nobreza, donos de poderes sobrenaturais como a manipulação do fogo e da água. Eles comandam Norta, país ao qual somos apresentados, e são divididos por Casas, onde cada uma possui sua cor e poder. 

Do outro lado, temos os de sangue Vermelho, meros plebeus que formam a base operária do país. Destinados a servir aos Prateados. Vivem em condições precárias e, se não tiverem um emprego - o que é bastante difícil de conseguir -, são recrutados para a Guerra quando completam 18 anos. 


Esta é a verdadeira distinção entre prateados e vermelhos: a cor do sangue. Esta única diferença os torna mais fortes, mais inteligentes e melhores do que nós.
A história é narrada em 1° pessoa por Mare Barrow, uma vermelha que vive em Palafitas, um vilarejo muito humilde. Mora com sua mãe, seu pai, que voltou para casa com sequelas da guerra, e sua irmã mais nova. Diferentemente de sua irmã, que trabalha como costureira, Mare não possui uma ocupação e furta para ajudar sua família. Seus três irmãos mais velhos foram recrutados e, como Mare está prestes há completar 18 anos, ela será a próxima. Seu melhor amigo e vizinho órfão Kilorn se encontra na mesma situação. As chances de voltarem vivos para casa são mínimas, e ela passa os dias procurando um meio de mudar esse destino. 
Estou destinado ao recrutamento tanto quanto você, mas eles não vão me pegar. Vamos fugir.


Mare arranja um jeito deles fugirem, mas precisarão de dinheiro para isso, coisa que não possuem. Determinada a conseguir a quantia pela liberdade, Mare rouba cada vez mais. No entanto, em uma de suas tentativas, ela conhece um jovem misterioso, que lhe ajuda. No dia seguinte, Mare é convocada a ir trabalhar no palácio real. E, já em seu primeiro dia, ela tem que trabalhar na Prova Real, evento no qual jovens prateadas das Grandes Casas exibem seus poderes para conquistar o trono de princesa. Ali, ela descobre que o príncipe herdeiro é, na verdade, Cal, o jovem misterioso que a ajudou. E, em meio ao evento, algo totalmente inesperado acontece e Mare revela um poder do qual nunca sonhou possuir, afinal, ela é uma vermelha, e vermelhos não possuem nenhum tipo de poder. 
- Você não é prateada. Seus pais são vermelhos, você é vermelha, seu sangue é vermelho – resmunga a rainha andando em círculos diante da minha cela – Você é um milagre, Mare Barrow, uma impossibilidade. Algo que nem eu consigo entender, e já vi você por inteiro. 


Para escondê-la dos prateados, que não podem saber a cor de seu sangue, e, para acalmar as rebeliões dos vermelhos, o rei obriga Mareena, não mais Mare, a fingir que é uma prateada perdida de uma Casa extinta e a torna princesa, prometendo sua mão a seu filho mais novo, Maven. Vivendo no meio de prateados, Mare tem que se adequar a vida deles, aprendendo a como se comportar, a controlar seus poderes e conviver com os dois príncipes: Cal e Maven. Cal, por sua vez, é um rapaz centrado e comprometido com suas obrigações, que adora se disfarçar de um Vermelho e vagar pelos vilarejos. Sendo filho do primeiro casamento do rei, é o herdeiro do trono. Maven é o extremo oposto de Cal, sendo reservado e quieto, vivendo sempre as sombras do pai e do irmão. 
- Você é algo completamente novo. Nem vermelho, nem prateado. Algo novo. Algo mais.
O livro é totalmente focado na distopia, nos poderes, na política e nas lutas pelo poder, deixando o romance em segundo plano. Como toda boa distopia, temos os rebeldes, vermelhos insatisfeitos, que lutam para derrubar a monarquia. Nossa mocinha e um especial aliado unem-se aos rebeldes, denominados como A Guarda Escarlate. 
Vocês se consideram os donos do mundo, reis, deuses. Mas seu império está no fim. Enquanto não nos reconhecerem como humanos, como iguais, a guerra baterá à porta das suas casas. Não nos campos de batalhas, mas nas suas cidades. Nas suas ruas. Onde vocês moram. Vocês não nos veem, e por isso já estamos em todo lugar. E nós vamos nos levantar. Vermelhos como aurora.


Nesse jogo de poder e sobrevivência, não se pode confiar em ninguém. Todos são suspeitos, todos são indecifráveis, e, acima de tudo, todos podem trair. 
E é por isso que corre perigo, por todos os lados... Todo mundo trai todo mundo.
A Rainha Vermelha não é algo completamente inovador. Não é o livro que vai te fazer quebrar a cabeça querendo saber como a autora teve a ideia de criar um mundo como esse. Entretanto, a escrita de Victoria te envolve de um jeito que é impossível pausar a leitura. Tiveram momentos em que me pegava tendo pensamentos de como se estivesse vivendo aquilo, vivendo a vida da Mare, como se eu fosse ela. 

O final foi fechado com uma reviravolta capaz de dar um nó na cabeça. Confesso que estou louca pela continuação, “A Espada de vidro”, que será lançado em Fevereiro/2016. Antes disso, porém, a Editora Seguinte irá lançar no mês de Janeiro/2016 o livro “Coroa Cruel” que reunirá os contos ‘Canção da Rainha’e ‘Cicatrizes de Aço’, além de um mapa de Norta e um trecho exclusivo do tão aguardado segundo volume. 



A obra não deixa nada a desejar. Ela é 8 ou 80. Ou você ama, que foi o meu caso, ou você detesta. Indico o livro para os fãs de distopias e fantasias. Quem gostou da trilogia “Grisha”, “Legend” e “Divergente” provavelmente também irá se deliciar com a história criada e escrita por Victoria Aveyard. Não posso deixar de citar também, o famoso “X-Men”. Alguns acharam que a semelhança entre ambos não ficou muito boa. Já eu, consegui enxergar apenas o lado positivo dessa comparação, o que eu mais amava em “X-Men”, que eram os poderes sobrenaturais, eu vi em “A Rainha Vermelha”. 

A minha dica é: vá sem preconceitos, evite comparações e também se apaixone por esta incrível história.