O Lobo do Mar (Edição Comentada) - Resenha

O Lobo do Mar (Edição Comentada)
Jack London

Tradutor: Daniel Galera
Editora: Zahar
Páginas: 368
ISBN: 9788537811221
Publicação: 2013
Preço de Catálogo: R$ 54,90
Nota: ★★★★
Compre:
   








Resgatado pela escuna Ghost, o náufrago Humphrey van Weyden logo descobre que seu pesadelo estava apenas começando: o capitão por quem foi salvo, Wolf Larsen, em vez de deixá-lo no porto mais próximo o obriga a integrar a tripulação de seu navio, onde impõe uma estranha forma de ordem, na qual a violência ganha ares de filosofia e conhecimento do mundo. No peculiar embate entre os dois homens – entre a concepção de mundo primitiva do capitão e a civilidade e o moralismo de seu refém –, Jack London ultrapassa o romance de aventura, fazendo de “O Lobo do Mar” uma reflexão sobre o bem e o mal, sobre os determinismos darwinianos da vida e a condição humana.

Meu costume de ficar vendo vídeos no Youtube de resenhas acabou me levando a este. E obrigado Tatiana Feltrin, se não fosse você, eu não conheceria esta obra incrível.

Antes de começar a leitura, pesquisei um pouco sobre o autor, Jack London, e puxa! – sim, com exclamação – ele é incrível. Suas obras são muito famosas. Jack London tem suas produções influenciadas por grandes nomes tais como Darwin, Nietzsche e Marx, mas meus conhecimentos sobre os mesmos são apenas acadêmicos.

O livro conta a “aventura” de Humphrey Van Weyden, um homem que foi resgatado por uma escuna chamada “Ghost” após ter sido vítima de um naufrágio, porém, o capitão Wolf Larsen, em vez de deixá-lo no porto mais próximo o obriga a integrar a tripulação de seu navio.

A “Ghost” tem como capitão o “Lobo Larsen”, como é chamado por seus subordinados. Possui características que, na minha opinião, a despeito de sua crueldade, é quem dá vida ao livro.

Esse livro é escrito em primeira pessoa. Assim, é possível entender como esse personagem, Humphrey, se sentia em relação a todos os acontecimentos ocorridos durante a história.

Pense comigo, como o autor conseguir escrever tamanha história em um ambiente tão limitado como é um navio de caça às focas? Podemos ver que isso seria uma forma de análise da sociedade... Ou não?  Veja que isto foi apenas um pensamento, portanto, se for verídico, o autor é muito corajoso.

Lendo o livro, pude imaginar que muitos de nós somos como Humphrey no início do livro. Sempre se limitando ao conhecimento teórico, sem se importar com a prática e a ação. Nada como botar a mão na massa, certo?

Lobo Larsen, apesar de apreciar a erudição – definitivamente – aplicava mais valor a atitude, a ação, a conquistar as coisas com o próprio suor e, de fato, colocar a mão na massa. Acredito que este fora um dos maiores aprendizados de Humphrey no decorrer do livro.

Como Larsen tinha uma forma de pensar nas pessoas como coisas necessárias para um fim específico, acabava sendo cruel na maioria das vezes. Além de comandar a escuna com pulso firme. Convenhamos que isto era necessário, certo? Se pararmos para pensar – novamente – é assim que a sociedade segue hoje em dia.

Os personagens claramente mudam no decorrer da narrativa, influenciados pelo ambiente onde só os mais fortes sobrevivem e pelas atitudes de seu capitão. Sem falar que a escuna tinha seus próprios valores éticos e morais.

Além destas questões, encontramos também debates sobre vida e morte, imortalidade e reencarnação por exemplo. Ao fim, o autor nos mostra que uma ideia não leva à um ponto só, havendo várias ramificações desta, e que o debate sempre se fará necessário.


Recomendo o livro para quem gosta de clássicos ou de histórias narradas em alto mar. 

Espero que tenham gostado! Não se esqueçam de compartilhar e comentar. Se você também curte livros, curta nossa página no Facebook, siga-nos no Twitter e se Inscreva no blog.

0 comentários:

Postar um comentário