Quem é você, Alasca? - John Green


Quem é você, Alasca?
John Green
Tradutor: Rodrigo Neves
Editora: WMF Martins Fontes
Páginas: 229
ISBN: 9788578273422
Publicação: 2010
Preço de Catálogo: R$ 29,90
Nota: ★★★
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Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras - e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o 'Grande Talvez'. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez.

"Em busca de um grande talvez."

Primeiramente, preciso dizer que este é um livro difícil. Porque não é o tipo de livro que te prende pelo enredo. Me atrevo até mesmo a dizer que ele é feito de sua... O que? Lição de vida? Inteligência sagaz? Filosofia alternativa? Ou de seu drama completamente real? É difícil dizer, mas esse é o tipo de história que vale mais por sua inteligência e sinceridade do que pela trama em si. Principalmente porque os personagens nem são lá essas coisas, como em outros livros. Mas claro, os personagens são não ruins.

Alasca é inconstante, excessivamente impulsiva, um tanto egocêntrica e extremamente inteligente, o que faz dela uma pessoa completamente impossível de amar e claro, irritante. E o Miles (Gordo) não fica muito atrás. Ele também é egocêntrico, sente auto-piedade demais e não consegue viver sem criar uma fantasia para fingir que sua vida é mais interessante do que na verdade é. E, mesmo os dois sendo tão imperfeitos, é impossível não sentir certa simpatia por eles ou por qualquer outro personagem. Todos eles são completamente humanos com seus problemas, sonhos, medos e inseguranças. É assim que vemos toda a grandeza do livro. 

A história é bem real e honesta, com situações que ocorrem no dia-a-dia e que podem estar ocorrendo agora mesmo em algum outro lugar. Nenhuma escolha, nenhum personagem e nenhum acontecimento é perfeito. Exatamente como a vida é para todos nós. 

John Green escreveu uma história que deixa sua mente saturada mesmo após terminá-la. Ele conseguiu juntar todas as pontas, mas deixa pequenos detalhes que incomodarão o leitor. NÃO É O MELHOR LIVRO DO JOHN GREEN. Mas não é o pior (Odeio “O Teorema Katherine”). E, para isso, ele usou a filosofia de ícones para criar sua própria filosofia que engloba lindamente todas as outras, te fazendo pensar nesse livro por muito tempo depois de terminá-lo.

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