ALFRED HITCHCOCK NOS BASTIDORES DE PSICOSE - STEPHEN REBELLO



Sabe quando você lê aquele livro que te prende desde a primeira página e você simplesmente não consegue largar? E quando esse livro faz todos os outros que você está lendo junto, ou que pretende ler depois, parecerem bem chatos? Foi exatamente assim que me senti lendo Alfred Hitchcock nos Bastidores de Psicose, de Stephen Rebello. Um dos poucos livros de não-ficção que li na vida, e um dos únicos que me deixou numa vontade enlouquecida de saber o que aconteceria a seguir, mesmo não havendo suspense algum.

O autor nos traz um relato extremamente detalhado, sincero e democrático sobre a produção do mais famoso filme de Hitchcock, e um dos meus favoritos da vida, Psicose. A sensação é de estar dentro do set de filmagem e acompanhar de perto desde a criação do roteiro e dos storyboards, até a finalização e edição final das cenas.




Além disso, o livro relata também a vida pessoal do diretor. Por não ter passado credibilidade à Paramount, Hitchcock decide bancar o filme do próprio bolso, apostando tudo, no que seria mais tarde, a obra responsável por ofuscar todo o resto de sua carreira.

Usando sua equipe de TV (que produzia na época Alfred Hitchcock Presents), Alfred se coloca um desafio e decide que esse será seu "Filme de Um Mês". Algo incomum para a época quando se tratavam de grandes produções de Hollywood. E é com um baixo orçamento e cronograma curto que Hitchcock mostra sua versatilidade e competência no ramo. Há até quem acredita que ele é o verdadeiro protagonista do filme.

Para apaixonados por cinema, o livro traz detalhes técnicos bem interessantes, desde as lentes usadas, até todo o procedimento necessário para finalizar a famosa cena do chuveiro (que demorou mais de sete dias para ser gravada), Além disso, um dos pontos fortes trazidos por Stephen é a grandiosa campanha de marketing desenvolvida por Hitchcock, levantando mistérios sobre a identidade da mãe de Norman mesmo antes do filme ficar pronto.



Essa última edição publicada pela Intrínseca também traz, além de um prefácio exclusivo, um índice com todos os filmes produzidos pelo diretor. O livro foi adaptado para o cinema em 2012, no filme Hitchcock (que além de contar mais sobre o filme, expõe a vida do diretor com sua mulher, Alma) e é uma verdadeira lição sobre como tornar uma história imortal.

Até a próxima :D





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