E NÃO SOBROU NENHUM - AGATHA CHRISTIE

Enquanto muita gente reclama do frio, eu aproveito pra colocar em dia as leituras do meu gênero preferido. Comecei a ler os romances policiais com “Snowman” do Joe Nesbo, mas ano passado conheci minha autora favorita, Agatha Christie, com “Um Corpo na Biblioteca” (comentei um pouco nesse post). Desde que comecei a pesquisar mais sobre a autora leio sobre “E Não Sobrou Nenhum” (“O Caso dos Dez Negrinhos” ou “O Vingador Invisível”, títulos utilizados nas primeiras edições brasileiras), que era citado como a obra prima de Agatha e, sem dúvida nenhuma, se tornou um dos meus livros favoritos da vida!

O mistério começa quando os dez personagens dessa história são convidados a passar alguns dias na Ilha do Soldado, em Devon, pelo Sr. Owen. Eles se conhecem aos poucos e descobrem que os dez convidados de Owen foram responsáveis por assassinatos injustiçados.  Após um deles, Anthony Marston, ser envenenado, os sobreviventes começam a desconfiar uns dos outros e lutam para se proteger contra o assassino desconhecido.

Além da premissa já ter me prendido, o que aumentou meu interesse pelo romance foi o poema que permeia os assassinatos e da um tom mais sombrio à trama. Veja abaixo:

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove,um deles se engasgou, e então restaram nove;Nove negrinhos sem dormir, não é biscoito!um deles cai no sono, então sobraram oito;Oito negrinhos vão a Devon em charrete,um deles quis ficar, então restaram sete;Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eisum deles se corta, então restaram seis;Seis negrinhos de uma colmeia fazem brinco,a abelha picou um, e então ficaram cinco,Cinco negrinhos vão ao fórum tomar ares,um deles foi julgado, então sobraram dois pares;Quatro negrinhos vão ao mar, a um tragou de vezo arenque defumado, e então sobraram três;Três negrinhos vão passear no zoológico. E depois? o urso abraçou um, e então ficaram dois;Dois negrinhos brincando no sol, sem medo algumum deles se queimou, e restou apenas um;Um negrinho está sozinho, é só um!ele se enforcou, e não sobrou nenhum.

Esse poema me fez lembrar a música de “A Hora do Pesadelo”, onde as crianças temem a chegada de Freddie Krueger, além de me fazer perder horas de sono quebrando a cabeça para descobrir quem é o tal assassino. Como sempre, infelizmente (ou não...), eu estava errado, o que aumentou ainda mais a surpresa do final.

O único ponto negativo é que, além do novo título, a edição atual do livro trocou os Negrinhos do poema por Soldadinhos, nos fazendo pensar até onde o excesso do bom palavreado pode interferir em obras clássicas, como as de Agatha. Não que tenha alterado algum sentido na história, mas se distancia ainda mais do original. 

A história ainda foi adaptada livremente para a TV, na série Harper´s Island, veja um trecho abaixo:


Para todos apaixonados por romances policiais, como eu, “E Não Sobrou Nenhum” é um clássico que precisa ser lido e consegue te prender até o último parágrafo!

Até a próxima ;D







1 comentários:

  1. Oi Tiago!

    Tb sou fã da Agatha! Esse ainda não li, mas gostei da resenha, vou colocar na minha lista de leitura. Que doido pensar que o título e o poema foi trocado, não tinha preconceito nenhum envolvido, mas enfim né... Adorei o poema! Outro livro que gosto muito dela e sempre recomendo é "O Assassinato no Expresso do Oriente", se ainda não leu, corre! Hehehe...

    Bjs!
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