TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER - ANTHONY DOERR


Entre em qualquer livraria e... lá está ele. A capa azul (muito bonita) chama a atenção, e os livreiros mais espertos colocam vários deles dispostos um ao lado do outro, formando um paredão impossível de ignorar. O best seller do momento, TODA LUZ QUE NÃO PODEMOS VER, do americano Anthony Doerr, está dando o que falar.

Primeiro, vamos falar do livro (físico). Trata-se de um “tijolão”, com mais de 500 páginas. O papel amarelado e as linhas bem espaçadas entre si tornam a leitura fácil, além dos capítulos serem curtos (alguns com duas ou três páginas).

A capa é linda. É uma foto de uma cidade francesa chamada Saint-Malo, local onde alguns acontecimentos importantes ocorreram durante a segunda guerra mundial. Uma busca de fotos do local no Google faz você se impressionar pela beleza.



O autor Anthony Doerr foi finalista do National Book Awards em 2014 com Toda luz que não podemos ver, seu segundo romance, e ao final do ano já tinha vendido quase um milhão de cópias. Em 2015 o livro foi vencedor do prêmio Pulitzer.

A história gira em torno de dois personagens: um garoto alemão chamado Werner, apaixonado por rádios, eletrônica, transmissões e circuitos, e uma garota francesa cega chamada Marie-Laure, filha de um chaveiro engenhoso que faz maquetes da cidade onde a filha vive para que ela possa se guiar pelas ruas. Alguns personagens secundários são cativantes e importantíssimos para o desenrolar da trama. Os cenários são muito bem descritos.

Marie-Laure e seu pai fogem de sua cidade natal devido à invasão alemã. Em paralelo, o jovem Werner é chamado para fazer parte do exército alemão e, apesar de sua pequena estatura, o rapaz mostra habilidades para trabalhar com rádios e transmissões, o que o torna valioso para as ações de guerra. As trajetórias dos personagens se encontram em determinado momento, cada qual com suas experiências e dores trazidas da guerra.























Foto retirada do blog: www.cidadedascerejas.com

O autor brinca com as datas de modo muito criativo, narrando os acontecimentos fora da ordem em que ocorreram. Os primeiros capítulos parecem fora de sintonia com a história, porque se referem a fatos ocorridos em 1944. Depois, vêm acontecimentos de 1934 (sim, dez anos antes). Depois ele volta para 1944, e depois retorna para 1940, e assim vai. O que poderia criar uma confusão de datas se torna um deleite para o leitor, que se vê preso a uma mistura de fatos ocorridos antes e depois daquilo que está lendo.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre ler ou não este livro, vou dar uma informação importante: a protagonista da história, Marie-Laure, lê Vinte Mil Léguas Submarinas e A Volta ao Mundo em Oitenta Dias, de Júlio Verne, em braile. Não é sensacional?


1 comentários:

  1. Entrando para a lista dos desejado em 3 2 1.
    http://torradascomcha.blogspot.com.br/2015/07/cem-anos-de-solidao.html?m=1

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