A SEREIA - KIERA CASS


Olá, leitores! Como estão? Ressuscitei das cinzas não é mesmo? Mas vamos para mais uma resenha do blog, dessa vez da nossa colaboradora Bruna Helena. 


Anos atrás, Kahlen foi salva de um naufrágio pela própria Água. Para pagar sua dívida, a garota se tornou uma sereia e, durante cem anos, precisa usar sua voz para atrair as pessoas para se afogarem no mar. Kahlen está decidida a cumprir sua sentença à risca, até que ela conhece Akinli. Lindo, carinhoso e gentil, o garoto é tudo o que Kahlen sempre sonhou. Apesar de não poderem conversar — pois a voz da sereia é fatal —, logo surge uma conexão intensa entre os dois. É contra as regras se apaixonar por um humano, e se a Água descobrir, Kahlen será obrigada a abandonar Akinli para sempre. Mas pela primeira vez em muitos anos de obediência, ela está determinada a seguir seu coração.


“Uma menina misteriosa. O garoto de seus sonhos. A Água entre eles.”

Em meados de 2015, quando a Editora Seguinte anunciou que iria lançar mais um livro da Kiera Cass, o “A Sereia”, logo me empolguei e adicionei aos meus desejados. Me apaixonei pela escrita da Kiera Cass na série de “A Seleção” e não via a hora de colocar o meu amor por ela em prova. Queria saber se eu havia caído de amores pela história que havia lido ou se era realmente a escrita da autora. E, não deu outra, Kiera Cass têm sim um lugar reservado no meu coração. 


Uma curiosidade sobre o livro, é que ele foi a primeira obra escrita pela Kiera, publicada há seis anos. Só que, por ter sido lançado de forma independente, não teve tanto reconhecimento. 

Outra curiosidade, é que a foto da capa é nacional. SIM!!! Ela foi tirada aqui no Brasil, mais precisamente na Praia do Espelho, na Bahia. 

Não bastasse isso, o livro já começa dando um tiro no coração dos fãs da Kiera, com uma carta super fofa da autora, escrita especialmente para os leitores brasileiros. Tem como não amar? 



Somos apresentados à história pelo ponto de vista da Kahlen, uma jovem de 19 anos que há oitenta anos vive como uma sereia. Anos antes, o navio no qual ela e sua família viajavam foi naufragado por encantadoras sereias que com seu canto atraíam os passageiros ao convés para logo em seguida ficarem hipnotizados e se jogarem ao mar. Desesperada para viver, Kahlen pediu em pensamentos por sua vida e foi salva pela Água. Porém, em troca disso, teria de servi-la por cem longos anos, usando sua voz para atrair pessoas ao mar e afogá-las. Passados esses cem anos, ela teria sua liberdade de volta e não se lembraria de nada, nem de quando era sereia, nem de antes disso. 

“– Somos cantoras – Marilyn explicou. – Sereias. Servas da Água. Nós a ajudamos. Nós... a alimentamos.” 

Passados oitenta anos de sua sentença, vemos que Kahlen é uma sereia muito obediente, que cumpre todas as ordens impostas pela Água, sendo assim a sua sereia preferida. Mas, estando sempre cabisbaixa, tendo pesadelos e sendo obcecada pelas vidas que tirou, Kahlen não é feliz com a vida que leva. E, sem esperanças de realizar seu sonho de amar e ser amada por alguém, ela está cada vez pior. 

Visando aliviar um pouco o remorso que carrega, ela começa a visitar a biblioteca do campus de uma universidade próxima de onde mora. E é aí que ela conhece Akinli. 

“Mas esse garoto? Parecia enxergar mais do que isso. Me enxergava não só como uma beleza misteriosa, mas como uma garota que ele queria conhecer. Ele não ficava me encarando. Ele conversava comigo.” 

Akinli Schaefer é um rapaz simpático e encantador, dono de lindos olhos azuis, que adora conversar. Se fosse para eu escolher um personagem do qual passaria horas conversando seria ele. Sério, ele sempre tem assunto, RS. 

Rapidamente, um sentimento arrebatador surge entre os dois, quase como amor à primeira vista. Mas, Kahlen sabe que é quase impossível isso dar certo, já que sua voz é letal para qualquer humano e a Água tolera apenas relacionamentos curtos entre sereias e humanos, nada que envolva sentimentos maiores. Nessas situações, a Água é bastante possessiva. Então, ela precisa decidir entre viver um grande amor e desobedecer às regras ou de se afastar de Akinli e aguardar que sua sentença acabe e finalmente alcance a liberdade que tanto almeja. 

“Akinli me fez esquecer quem eu era por um breve momento, tocou minha pele como se eu fosse humana, falou comigo como se eu fosse normal. Como era mágico ser apenas uma garota comum.” 

O mais interessante é que a mitologia criada pela Kiera não é aquela tradicional, da qual as sereias possuem o corpo com uma metade humana e a outra de peixe. Elas têm a mesma aparência que tinham, porém, não envelhecem, nem adoecem. E convivem na sociedade normalmente, apenas se fingindo de mudas. 



A Água que também deveria ser a vilã da história acaba não exercendo esse papel, as sereias a enxergam mais como uma mãe e, no decorrer da história, vemos o quanto a Água ama suas ‘filhas’. A relação que há entre elas é muito bonita. Assim, como a relação das sereias umas com as outras, elas se tem como irmãs, vivem juntas e são muito leais. Fiquei encantada principalmente com a Miaka e a Elizabeth, com o carinho e o amor que elas sentem pela Kahlen. 

A edição lançada pela Editora Seguinte está perfeita, não achei erros de gramática. A capa é bem chamativa, seria o tipo de livro que eu compraria apenas pela capa. Fora que é naquelas edições molinhas, que o livro quase dobra por inteiro. Muito bom para ler. E, como de costume, veio com o marcador do livro na orelha para ser recortado. O que nós amamos, não é mesmo? <3 

Assim como em “A Seleção”, “A Sereia” ganhou meu coração. A escrita da Kiera é ao mesmo tempo tão simples, mas tão bonita. É encantadora. A leitura é fluida e envolvente. E, o final não deixa a desejar, até as últimas 50 páginas eu não fazia ideia do que iria acontecer. Fiquei com o coração na mão. 

Recomendo muito para quem gosta de histórias românticas e dramáticas, mas que ao mesmo tempo é leve e fantasiosa. Como num conto de fadas. 


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